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Conteúdo prático e objetivo sobre Direito de Trânsito, escrito pelos especialistas do escritório.

Multa no meu carro, mas era meu filho dirigindo: como transferir a pontuação?

Entenda como funciona a indicação do real condutor e evite que pontos indevidos coloquem sua CNH em risco


Imagine a seguinte situação.

Você chega em casa.

Abre a correspondência.

E encontra uma notificação de multa.

Até aí, tudo parece normal.


Mas quando verifica a data da infração, lembra imediatamente:

      • Naquele dia não era você quem estava dirigindo.


    Era seu filho.

    Talvez ele estivesse indo para a faculdade.

    Talvez estivesse voltando do trabalho.

    Ou apenas utilizando o veículo da família.

    Então surge uma dúvida que recebemos frequentemente no escritório:


    “Os pontos vão cair na minha CNH ou na CNH do meu filho?”


    E junto dela vem outra preocupação.


    “Como faço para transferir essa pontuação corretamente?”


    Sinceramente, esse é um dos problemas mais comuns no Direito de Trânsito.

    E também um dos que mais geram dor de cabeça quando o proprietário deixa para resolver depois.

    Como advogado de trânsito em Goiânia, temos visto muitos casos em que o problema não era a multa.

    O problema foi a falta de atenção ao procedimento que deveria ter sido realizado logo após a notificação.

     

    O sistema não sabe automaticamente quem estava dirigindo

     

    Existe uma crença muito comum entre os motoristas.

    Muitos acreditam que o órgão de trânsito consegue identificar automaticamente quem estava ao volante.

    Mas isso não acontece.

    Na maioria das infrações registradas por:


        • Radar;

        • Videomonitoramento;

        • Fiscalização eletrônica;

        • Câmeras de trânsito;


      O órgão identifica apenas:


        • O veículo;

        • A placa;

        • O proprietário.


      E é exatamente aqui que começa o problema.

       


      O DETRAN sabe quem é o dono do carro.

      Mas não sabe quem estava dirigindo.


      Por isso existe um procedimento específico chamado:


          • Indicação do real condutor.


        É esse procedimento que permite atribuir a pontuação para quem efetivamente praticou a infração.

         

        O que acontece se você não fizer nada?

         

        Essa é a parte que mais preocupa.

        Imagine que seu filho recebeu uma multa por excesso de velocidade.

        Você guarda a notificação para resolver depois.

        Os dias passam.

        O prazo termina.

        E nenhuma indicação é realizada.

        O resultado costuma ser simples.


            • Os pontos permanecem vinculados ao proprietário do veículo.


          Agora imagine que você já possui outras infrações registradas.

          De repente, uma multa que nem foi cometida por você começa a contribuir para um cenário de risco.

          Temos visto muitos casos em que o motorista chega ao escritório dizendo:


          “Doutor, a multa foi do meu filho, mas os pontos vieram para mim.”


          Ou então:


          “Achei que isso acontecia automaticamente.”

          Sinceramente, isso preocupa.

          Porque o prejuízo pode ser muito maior do que o valor da multa.


          Estamos falando de:

              • Acúmulo de pontos;

              • Processo de suspensão da CNH;

              • Dificuldades para quem depende da habilitação para trabalhar;

              • Transtornos que poderiam ter sido evitados.



            O erro que mais vemos acontecer

             

            O problema raramente é a existência da multa.

            O verdadeiro problema costuma ser outro.

                • Perder o prazo.



              Muita gente acredita que poderá resolver a situação quando tiver tempo.


              Outros tentam preencher formulários sem entender exatamente as exigências do órgão autuador.

              Também vemos frequentemente pessoas utilizando modelos genéricos encontrados na internet.

              E sinceramente?

              Muitas vezes isso acaba piorando a situação.

              Porque a indicação de condutor não é apenas preencher um documento.

              Ela precisa observar requisitos específicos.

              Um erro simples pode resultar em indeferimento.

              E quando isso acontece, os pontos continuam no nome do proprietário.

               

              Existe diferença entre a via administrativa e a via judicial

               

              Esse é um detalhe que poucos motoristas conhecem.

              A indicação do condutor normalmente ocorre na esfera administrativa.

              É o caminho utilizado para informar quem efetivamente conduzia o veículo.

              Mas nem sempre os problemas terminam aí.


              Temos acompanhado situações envolvendo:

                  • Indeferimento da indicação;

                  • Falhas administrativas;

                  • Problemas de notificação;

                  • Erros processuais.



                E em determinados casos, a análise não se limita ao procedimento administrativo.

                Existe uma diferença importante entre aquilo que o órgão de trânsito entende e aquilo que pode ser discutido juridicamente.

                Por isso, quando surge algum problema na indicação, é fundamental avaliar o caso concreto antes de concluir que não existe solução.

                 

                Como transferir a pontuação corretamente?

                 

                A resposta depende da situação específica.

                Mas, de forma geral, a primeira providência é agir rapidamente.

                Quanto mais cedo o caso for analisado, maiores costumam ser as possibilidades de evitar problemas futuros.

                Como advogado especialista em trânsito, quando recebemos situações como essa, normalmente analisamos:

                 

                    • Quem efetivamente dirigia o veículo;

                    • Qual o tipo de infração;

                    • Situação atual da notificação;

                    • Prazo disponível;

                    • Risco de suspensão da CNH;

                    • Eventuais estratégias administrativas;

                    • Possíveis medidas judiciais, quando necessárias.



                  Cada caso possui particularidades próprias.

                  E é justamente por isso que muitos motoristas acabam se prejudicando ao tentar resolver tudo sozinhos.

                   

                  Conclusão

                   

                  Se a multa foi registrada no seu veículo, mas era seu filho quem estava dirigindo, o pior caminho é simplesmente ignorar a situação.

                  A indicação do real condutor existe justamente para evitar que pontos indevidos sejam lançados na sua CNH.

                  Mas ela exige atenção aos prazos, aos documentos e às regras aplicáveis ao caso.

                  Temos visto muitos motoristas descobrirem tarde demais que aqueles pontos poderiam ter sido evitados.

                  E quando existe risco de suspensão da CNH, cada decisão passa a ter ainda mais importância.

                  Por isso, antes de tomar qualquer providência, o ideal é realizar uma análise técnica da situação.

                  Porque muitas vezes o problema não é a multa.

                      • O problema é permitir que os pontos da infração de outra pessoa sejam registrados na sua habilitação.

                    E quando a defesa administrativa não resolve a situação, ainda podem existir medidas judiciais que merecem avaliação por um advogado especialista em Direito de Trânsito.

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